Filmes que quase tiveram finais totalmente diferentes são mais comuns do que a gente imagina. Você já terminou de assistir um filme e pensou: “E se o final tivesse sido outro?”
Pois é, isso quase aconteceu com vários filmes que conhecemos e amamos. Algumas dessas versões alternativas poderiam ter mudado completamente nossa percepção da história.
Tem final que ia ser bem mais triste, outros que iam deixar tudo confuso, e alguns que até poderiam ter sido melhores que os que chegaram às telonas.
A verdade é que Hollywood é cheia de surpresas, e roteiristas adoram brincar com diferentes possibilidades antes de decidirem o que vai pro corte final.
Muitas dessas versões alternativas surgem depois, quando entrevistas, roteiros vazados ou as famosas edições especiais as revelam. E, claro, a gente imagina como tudo poderia ter acontecido se os diretores tivessem optado por outra rota.
Pensando nisso, separei aqui quatro filmes que quase tiveram finais totalmente diferentes. Alguns iam ser chocantes, outros mudariam toda a mensagem do filme e tem até aqueles que iriam frustrar completamente os fãs. Bora conferir?
Titanic (1997)
Aposto que você lembra do final de Titanic, né? Jack morre congelado na água, Rose sobrevive e joga o colar no oceano. Mas sabia que existia outra versão desse final? E ela é simplesmente… estranha.
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Em um final alternativo que chegou a ser gravado, Rose não joga o colar sozinha. Em vez disso, Brock Lovett, o caçador de tesouros, e sua equipe aparecem e tentam convencê-la a entregar a joia.
Aí, no meio de um discurso motivacional esquisito, ela joga o colar na água bem na frente deles. O resultado? Uma cena que fica mais cômica do que emocional.
O pessoal da equipe começa a gritar desesperado, como se tivessem acabado de perder a chance da vida deles (o que, tecnicamente, aconteceu).
No fim, essa versão foi descartada porque tirava o impacto emocional do momento e deixava tudo meio teatral demais. Ainda bem, né?
Se os criadores tivessem escolhido esse final, talvez a gente nunca sentisse aquela melancolia que torna Titanic tão icônico.
Filmes que quase tiveram finais totalmente diferentes sempre geram debates, e esse é um dos casos que, sinceramente, a escolha final foi a melhor.
O Silêncio dos Inocentes (1991)
Se você assistiu ao Silêncio dos Inocentes, sabe que o final é simplesmente perfeito: Hannibal Lecter escapa, pega o telefone, liga para Clarice, diz que “tem um velho amigo para jantar” e segue tranquilamente seu caminho.
Mas sabia que existia outra ideia para esse desfecho? Pois é, em uma versão alternativa, Lecter enviava uma carta para Clarice, agradecendo pelo tempo que passaram juntos.
O problema é que isso deixaria o final muito mais brando e, talvez, menos ameaçador. O que faz o final original ser tão bom é justamente o tom de perigo.
A gente sai do filme sabendo que Lecter continua solto e pronto para novas atrocidades, deixando tudo ainda mais intrigante. Se tivessem optado pela versão mais “simpática”, ele pareceria quase um vilão arrependido, o que tiraria muito do impacto.
Muita gente não sabe, mas uma simples mudança pode transformar completamente filmes que quase tiveram finais totalmente diferentes. E esse é um belo exemplo disso.
O final que foi ao ar é aterrorizante, e é isso que faz a gente lembrar do Hannibal Lecter por tanto tempo.
Eu Sou a Lenda (2007)
Se você viu Eu Sou a Lenda, deve lembrar que o final no cinema mostra o Dr. Neville se sacrificando para salvar Anna e Ethan, enquanto descobre a “cura” para a infecção.
No final alternativo, Neville percebe que os “monstros” não são tão selvagens assim. Ele entende que eles só querem recuperar um dos seus e, no fim, o verdadeiro vilão da história era ele.
No momento em que ele devolve a fêmea capturada, os infectados vão embora, e ele percebe que passou anos matando criaturas que, na verdade, tinham sua própria forma de sociedade.
Essa versão, aliás, é bem mais fiel ao livro. Mas os estúdios acharam que o público não ia curtir essa pegada mais filosófica e mudaram para um final mais clichê de herói se sacrificando.
Filmes que quase tiveram finais totalmente diferentes, como esse, fazem a gente pensar no quanto um detalhe pode mudar toda a mensagem do filme.
O Bebê de Rosemary (1968)
Se você curte filmes de terror, deve lembrar do final icônico de O Bebê de Rosemary: ela descobre que seu filho é, literalmente, o anticristo e, no fim, acaba aceitando a criança.
Mas existia uma versão onde ela não aceita esse destino. No roteiro original, Rosemary tentava fugir com o bebê ou até mesmo matá-lo.
No entanto, Roman Polanski decidiu que seria mais impactante mostrar ela cedendo à pressão e abraçando seu novo papel. Isso deixou o final ainda mais perturbador e ambiguamente assustador.
Se tivessem seguido o final alternativo, o filme teria uma pegada completamente diferente. Em vez da sensação de impotência e horror psicológico, teríamos uma história mais tradicional de luta e fuga.
Mas, como sabemos, O Bebê de Rosemary se tornou um clássico exatamente por seu final sinistro.
Serviços – Filmes que quase tiveram finais totalmente diferentes
No fim das contas, filmes que quase tiveram finais totalmente diferentes mostram o quão importante é a escolha do desfecho.
Pequenas mudanças podem alterar completamente a mensagem de um filme e a forma como o público o recebe. Felizmente, os diretores geralmente acertaram as decisões finais e garantiram momentos icônicos que marcaram a história do cinema.
Mas, convenhamos, é sempre divertido imaginar o que poderia ter sido, né? Qual desses finais você gostaria de ter visto na tela?
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